Posts
Comentários

A lembrança que a Portuguesa deixou

Foi meu primeiro time de botão. E só um garoto de 7 ou 8 anos sabe o que isso significa. Era de um vermelho intenso que me fascinava, com uma tarja verde cruzando cada jogador. E, no meio, a cruz do escudo e os números.

Na fase em que mais gostei de futebol, a Portuguesa sempre esteve no meu caminho. Nas tabelas da Placar, no velho time de botão, em jogos difíceis pelo extinto Campeonato Paulista - isso que se joga hoje é outra coisa. Nunca vi a Portuguesa campeã, mas sempre a temi nos domingos de sol. Era um time chato, revelador de um monte de bons moleques, como o Dener.

A Portuguesa, esta que faz parte de uma parte importante da minha infância, não existe mais. Por inúmeros motivos, o maior deles a incompetência dos que mandaram - e mandam - no Canindé, a Lusa acabou. Morta. Em 2002 caiu para a Série B do Brasileiro, não voltou mais. Este ano, caiu para a Série A2 do campeonato estadual, sendo que Série A2 é segunda divisão, mesmo, e caminha a passos largos - e passes errados - para a Série C do Brasileiro. Terceira divisão, mesmo, no popular.

Se cair, não volta. Ou volta por um milagre, uma coincidência ou um acaso, como aparecer um novo Dener. Voltar por méritos, não volta. Aquele time simpático, o segundo time de todos nós, paulistanos, tomou de 6 a 2 do Paysandu. Em casa. Virou um faz-me-rir, um cone, um nada. A Portuguesa deixou de existir, virou lembrança de velhos volantes da Loteria Esportiva, das tabelas da Placar, de uma final do Campeonato Paulista de 1985, contra o São Paulo, de uma final do Brasileiro de 1996, contra o Grêmio.

A Portuguesa acabou e é assim que prefiro me lembrar daquele time. Do vermelho brilhante do meu time de botão. Das lembranças de infância. Porque isso que se vê hoje é uma falta de respeito com as minhas lembranças. E a Portuguesa, mesmo que nunca tenha sido uma grande campeã, é maior que isso aí.

Goleiro

Frangueiro, abandonou a carreira na várzea. Foi jogar botão. E, no primeiro jogo, tomou um gol por baixo da caixinha de fósforos.

Telefone com vontade própria

Somente emergência. É o que mais tenho lido na tela do celular. Um celular que desliga sozinho e vira e mexe fica fora da área de cobertura.

Procurando. Ele está sempre procurando. Eu nunca sei o que procura, mas aparentemente não acha. Porque todo dia procura e se achasse pararia de procurar.

Sem rede. Quando cansa de procurar é o que ele me diz, sem rede. Assim, como quem coloca na porta da loja uma placa de “fechado”. Ainda espero o dia em que o meu próprio celular vai colocar na tela um aviso de “não perturbe”. Quem sabe, para ser fino, use o francês, algo do tipo “ne pas déranger, s’il vous plait”, cuja tradução livre pode ser “não encha o saco”.

Quando deixam recado de voz, recebo o aviso umas duas ou três horas depois. Ou mais. Alguns torpedos chegam no dia seguinte.

Meu celular tem vida própria, vontade própria e faz o que bem entender da vida. Sim, vida. Porque se tem vida própria é porque tem vida. Ainda vou ter de pedir licença para usá-lo.

Os melhores nomes da Copa do Mundo

Boa Morte (Portugal), Grosso (Itália), Maduro (Holanda), Plasil (República Tcheca), Porras (Costa Rica) e Tranquillo (Suíça). Todos jogarão a Copa.

Churrasquinho grego no largo Paissandú

Jornalismo-verdade, talvez seja o nome mais apropriado. Com depoimento em primeira pessoa. No caso, meu depoimento. Eu comi um churrasquinho grego no Largo Paissandú.

Tomei metrô ainda cedo, desci na estação República. Esperei três horas em uma fila e de lá saí faminto. Tão faminto que aquele amontoado de carne de terceira e gordura de primeira parecia suculento. Sanduba mais copo de refresco por 1 real. Um real.

Esse vai caprichado – disse o sorridente vendedor.

Não sei exatamente se aquela coisa pode ser caprichada ou não. Hesitei. Paguei, agradeci e me sentei num banquinho. Experiência fascinante. Frio, paisagem horrível, meia dúzia de homens-placa, alguns bolivianos tocando suas músicas e camelôs vendendo CDs e DVDs que ainda estão no cinema. “Código da Vinci ainda não chegou”, me disse um deles. “Mas logo chega.”

Mordi o sanduba. Esperei pelo pior. Não tem pior. Churrasquinho grego é bom. Pelo menos quando a fome é grande. Duas mordidas, três. Tive pena do meu estômago e medo do que me aconteceria horas depois. Desisti. Mas posso garantir que churrasquinho grego é bom, talvez falte um marketing agressivo para recuperar a imagem desta iguaria. Quem sabe oferecendo um DVD de O Código da Vinci na compra de três sandubas.

Já faz mais de 12 horas. Continuo vivo e as funções abdominais estão perfeitas. O churrasco, mesmo eu tendo a impressão de ter visto um par de Havaianas ali no meio, não me fez mal.

Ah, e o suco era bom, também. De maracujá.

Dúvida

Não sabia o que queria. Tinha dúvidas. E, na dúvida, resolveu duvidar de si mesmo. E passou a duvidar se realmente existia.

A mulher diferente de Parreira

Entrevista de Parreira à revista Contigo!

Com Leila foi sua primeira vez também?
[Baixa a cabeça, envergonhado, e fica vermelho] Não. Naquela época, as coisas eram diferentes.

Então foi com uma garota de programa?
[Extremamente envergonhado, começa a batucar a mesa e se mexe na cadeira] Também não. Foi com uma mulher diferente. Não quero me estender, mas posso dizer que eu tinha 14 anos e foi bom.

Não era prostituta, era uma mulher diferente. Era de Marte?

Em época de Copa, o que não é notícia vira notícia

Seleção vai treinar com a bola da Copa do Mundo
(Globo.com) Ah, por que não usam uma bola de golfe?

Sonho de Robinho é ser campeão mundial
(Fifa.com) Nossa. Ele não prefere ser eliminado na primeira fase?

Números de Barrichello e Schumacher

Rubens Barrichello, que hoje completa 34 anos, chegou ao mundo três anos, quatro meses e 20 dias depois de Michael Schumacher.

Windows

Digita, digita, digita, digita, digita, digita, digita… Você executou uma operação fatal. Este programa deve ser encerrado.

Próxima Página »