Sobre como o jornalismo virou fofoca
Publicado por Rodrigo Borges em Outubro 5, 2006
Foi o Alckmin quem disse, hoje. Cobertura presidencial no Brasil virou fofoca (leia aqui). Ele tem razão, mas restringiu o tema. Tudo na imprensa brasileira agora é fuxico.
Como relatou o Noriega, a cobertura do jogo entre Corinthians e Santos virou central de fofoca sobre a (falta de) relação entre os técnicos dos dois times. O jogo virou coisa menor na imprensa. E Vanderlei Luxemburgo, que adoro dizer a jornalistas o que eles devem ou não falar e escrever, desta vez acertou em cheio.
“Quem quiser saber do lado pessoal que compre a Contigo! para saber as últimas fofocas. Vamos parar com essa coisa de divulgar o lado pessoal. Essa questão não é mais importante que um clássico entre Corinthians e Santos.” Ponto para ele.
O fenômeno pode ser encontrado em quase todas as editorias. Outro dia vi, acho que na Vejinha, uma matéria sobre a rivalidade entre duas dermatologistas que atendem celebridades. Elas se detestam, ou algo assim. E a briga de duas dermatologistas virou capa de uma revista supostamente importante.
A moda agora é cobrir fofoca. E eu estou fora disso. Se for assim, prefiro trabalhar na Contigo!, que assumidamente faz jornalismo-fofoca e o faz de maneira decente.
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