– Alô?
– Alô, ainda tem passagem pra São Linigyrfs chimprgtz?
– Não, aqui é uma casa
– Casa?
– É
– E vende passagem pra São Linigyrfs chimprgtz?
– Aqui é uma casa
– Eu sei, mas é aí que vende passagem?
– Não, é na rodoviária
– E por que vocês atendem numa casa?
– Eu moro aqui. É minha casa. E eu não conheço São Lithoy xmerizp
– É São Linigyrfs chimprgtz!
– Ah, claro
– Tem passagem, então?
– Minha senhora, isso é um engano, entende? Engano, número errado
– Então aí não é 3000-0001?
– Não
– Ah, acho que liguei errado
Jece Valadão, 76 anos, o grande macho, ícone contra a metrossexualidade e rei da pornochanchada, está em estado grave (leia aqui). Está internado em São Paulo com insuficiência respiratória aguda.
Uma singela homenagem ao rei neste vídeo de quatro minutos extraído do filme Eu Matei Lúcio Flávio. É hardocore. Sexo e violência e Jece mandando bala. Se você é metrossexual, emo ou gosta de Pet Shop Boys, não clique.
Os clipes também eram ridículos. Eram novelinhas, com a banda livrando garotos apaixonados por rock de professores e pais opressores e caretas.
“What kind of a man are you? Where you come from?”, pergunta o sujeito ao filho, cospindo litros de perdigotos. “We’re not Gonna Take It”, um clássico do rock farofa dos anos 80. E um dos clipes mais engraçados da história.
Comprei um CD do Twisted Sister, o Live at Hammersmith. Não sei se porque gosto ou se foi agradecimento. Acho que “I Wanna Rock”, um dos sucessos da banda, foi o primeiro rock (quase) pesado que gostei na vida.
O vocalista Dee Snider é afetado, usa uma maquiagem mais ridícula que a de coadjuvante de novela mexicana e, quando sua, parece que você está diante de uma viagem de ácido. Dúzias de cores escorridas e misturadas pelo suor.
Mas a música é bacana. E eu precisava fazer um agradecimento a Snider JJ French, Eddie Ojeda, Mark “The Animal” Mendoza e Al Pero. Afinal de contas, até hoje I wanna rock. Mas Twisted Sister só de vez em quando.
Se o jornalismo tivesse meia dúzia de gatos pingados capazes de uma atitude como esta aqui, a profissão seria muito melhor e mais respeitada.
Luis Augusto Simon, o popular Menon, deu um tremendo susto nos mimados jogadores do Corinthians. Há mais de um mês eles inventaram uma greve de silêncio para tentar tirar o foco de sua enorme incompetência, capaz de levar um time gigante a uma situação vergonhosa no Campeonato Brasileiro.
Menon me ensinou muito nos três anos em que trabalhamos no Lance!, no fim dos anos 90. Profissional sério, tem idéias geniais de matérias. Foge do óbvio assim como Marcinho Guerreiro foge do bom futebol e tem um coração do mesmo tamanho de seu folclórico mau humor. Um grande, um bravo.