Entre no Stand Center e saia vivo de lá
Publicado por Rodrigo Borges em June 4, 2007
O Stand Center é um sucesso comercial de São Paulo. Um shopping em plena avenida Paulista conhecido por vender dois tipos de produtos.
1 – Os genéricos. Aqueles que não são exatamente o que parecem. Parece Adidas, mas não é. Parece iPod, mas não é. Parece Ray-Ban, mas não é. E 2 – Os esquecidos. O comerciante, atarefado, esquece de pagar certas taxas. O estresse leva ao esquecimento, é o que dizem.
É mais barato. E não há expressão mais sedutora do que “mais barato”. E lá está o Stand Center e sua multidão se acotovelando por um espaço em frente à vitrine que oferece dúzias de jogos genéricos de Playstation ou máquinas digitais a preços daquela Yashica velha do seu pai.
Os corredores do Stand Center são estreitos e a ventilação é péssima. Lá fora faz 15 graus e chove. Lá dentro faz uns 30 graus. E o ar seco deixa a língua grudada no céu da boca. O idioma oficial é o português, mas é mais fácil encontrar gente falando coreano ou chinês. Se você não sabe pechinchar, aprenda. Se o produto é barato, pode ser mais barato ainda.
O Stand Center nunca está vazio e conseguir sair vivo de lá é uma arte. Eu só precisava de fones de ouvido e um cabo USB para o celular. Parece pouco, mas levou quase uma hora. Usei meu coreano fluente, atropelei três crianças, passei por cima de duas velhinhas (”desculpe, senhora”) e uma mulher que comprava anéis – há uma terceira categoria, a dos produtos deslocados, como carrinhos em miniatura, gravatas e cachecóis.
Use “por favor” cinco vezes, depois use os cotovelos. É a lei da selva. Me livrei de dois litros de suor e tive um princípio de desidratação. Ainda bem que há uma lanchonete que vende água mineiral morninha. Com gás. Mais 40 reais em compras e, finalmente, a liberdade. Não sem antes chutar o calcanhar direito de um sujeito que ia comprar vitaminas para marombeiros. Fingi que não tinha sido eu. Ele era um pouco maior. Que o Stallone.
Ótimo, eu tenho um cabo USB e já posso descarregar as fotos do celular para o computador. “O computador não reconheceu o cabo USB. Clique aqui para mais informações.” E lá vou eu novamente para o Stand Center.
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mas se bem que achei carinho 40 reais por um fone de ouvido genérico e um usb que não funcionou …………..
mas você saiu vivo. saiu no lucro !
Os produtos que eu comprei não eram genéricos…
Hahahaha! Perfeita descrição de um sábado de outono no Standcenter. Faltou só a frase “Esse pleço bom, non disconto”
HAHAHAAHAHAHAAH!! Nossa, vc é um herói, realmente. A pior coisa do mundo é andar em lugar assim, é o mesmo que ir à 25 de Março na véspera de Natal, nossa senhora.
Como eu AMO esse lugar!
sério que esse lugar é parecido com 25 de março no natal ? caramba ,fiquei com medo agora. mesmo!
e comprar um produto sem ser genérico dp de tudo isso e ñ funcionar…tadinho…
nada melhor do q o standcenter….faço questão de comprar la e deixar de pagar impostos, num país q nada funciona e seu dinheiro é assaltado . sabendo comprar, vai levar produto de 1ª linha, original pela metade do preço, uma coisa vc tem razão, os corredores são estreitos e faz calor, mas acho q ninguem é de gelo pra derreter la dentro, é suportável e vale a pena pagar a metade do preço. ou então vai ao shop comprar, pagar o dobro em 75 vezes, o aparelho acaba e vc ainda está pagando e deixa o governo te assaltar ainda mais. la garantia soy yo.