Breaking news: California primary results. Socorro!
Publicado por Rodrigo Borges em Janeiro 30, 2008
O sistema eleitoral americano tem um grande problema. Embora seja de fácil compreensão, causa dependência durante um ano inteiro. O povo americano primeiro fica grudado durante meses na TV ou no computador para saber quem será o candidato de cada partido. Para, só então, começar a campanha eleitoral de fato.
Para compreender o sistema eleitoral de Tio Sam não é preciso mais do que 49 anos de estudo, seis dias por semana, 18 horas por dia. É fácil. Quem ganha às vezes não leva. Quem leva é quem faz mais delegados, faz mais delegados quem tem mais votos e, bem, comece a estudar de novo, porque realmente não é fácil. Eu também não entendi.
Imagine no Brasil. Primeiro as primárias. Na situação, uma briga entre Dilma Rousseff, Marta Suplicy e Ciro Gomes. Um candidato do PMDB vai ameaçar, ameaçar e não vai disputar nada. Mas vai ter um ministério no novo governo, vença a situação ou oposição. Ciro Gomes, favorito de primeira hora, desaba no Ibope por causa dos chiliques diários. Do outro lado, José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin. Falarão durante meses em choque de gestão (”não tem mágica, é trabalhar”), criticarão o “governo do PT” e levarão fogo amigo de FHC durante meses, até que saia o candidato. Depois de primárias do Rio Grande do Sul ao Amapá, passando por São Paulo e Piauí.
Quando estivermos de saco cheio do blablablá aí sim começará a eleição. É assim nos EUA. John McCain, Mitt Romney, Hilary Clinton, Rudolph Giuliani, Barack Obama e John Edwards estão falando há meses. Atacam os seus próprios colegas de partido. Para só daqui a semanas decidirem quem será o candidato. E, no fim, quem tiver mais votos pode não ser eleito.
Política é legal. Mas pra falar a verdade é um saco.
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O Sistema Eleitoral Americano é simples: as eleições são divididas por estados, independente do número de votos. Um candidato pode ter 10 milhões de votos a menos que seu oponente, mas se for o vencedor em 26 dos 50 estados, vence as eleições. Viu, Hugo Becker também é cultura.
Mais simples que isso é: Dois candidatos polarizam as pesquisas; o cowboy que não sabe conjugar verbos, faz guerras e promete controlar o mundo, e o coroa bonitão que fala 17 idiomas (menos o português, claro) e é economista ou empresário.
Elegem o que faz guerras. Mas o que faz guerras esquece do país. E o povo, depois, fica reclamando. Mais ou menos como no Brasil =)
Na verdade não é exatamente assim, Hugo. Cada estado tem um número diferente de delegados. O candidato vencedor em cada estado fatura o total de delegados daquele estado.
Por exemplo. A Califórnia tem 55 delegados. Portanto, o candidato que vencer lá põe 55 delegados na conta. O Texas tem 34, Nova York tem 31. Então, o Alasca vale menos que a Flórida. Texas vale mais que Iowa.
Não se trata de uma disputa para ver quem ganha mais estados, mas para ver quem fatura mais delegados. Vamos supor que o candidato A vença em 28 estados sem muito peso e consiga, assim, 230 delegados. Ele perderá para o candidato B que venceu em menos estados, 22, mas somou 250 delegados, porque ganhou em estados com maior peso.
No Oráculo há mais informações a respeito.
Vamos lá, dá para desenhar?
Se dividirmos os Estados por cores, talvez fique mais fácil.
Borges, sua tarefa é fazer um gráfico colorido para que eu possa compreender melhor.
Politica pode ser um saco, nisso eu concordo. Mas é um mal necessário.
Nem sempre quem tem mais votos, tem mais delegados. Hillary Clinton venceu em Nevada, mas Barack Obama saiu com mais delegados? Como? Ainda não cheguei nesse capítulo da apostila.
cadê o manual de instruções desse joguinho ?
todos os war que eu joguei tinham.
Esses americanos adoram complicar. Até na hora do voto, dependendo do estado tem diferença, entre primárias e caucus.
Po, eu quero saber como estão as prévias de Rostov-na-Donu para as eleições na Rússia !
A Globo me explicou tudo errado então, nas últimas eleições =(
Eles não fazem nada direito, que saco! hauhauhau
Imagina se fosse assim no Brasil? Candidato A ganha no Rio de Janeiro, mas o B leva, porque ganhou no Pará, Amazonas e Mato Grosso, que tem mais delegados! Que bizarro!
:-O
[…] - Se as eleições brasileiras fossem como as americanas, seria assim. […]
MAs é exatamente isso que acontece no Senado brasileiro. Pelo fato de a Região Nordeste possuir 9 estados, possui muito mais força para aprovar ou não qualquer projeto político, uma vez que possuem no total 27 senadores. Então, São Paulo, que é o estado que tem mair arrecadação tributaria acaba por ver navios na distribuição de recursos para projetos de energis, desenvolvimento e educação. Agora você me pergunta: _ Então a Região Nordeste deveria estar rica, erradicada das mazelas que a assola, certo?! Não!!! Aí vem o desvio de verbas públicas….
Deve ser por isso que eles são, ou foram, a maior potencial mundial.
O Brasil poderia fazer como eles, ao invés de angariar voto de quem não tá nem aí pra paçoca.