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Um homem tenta se expressar: ‘rapaz’ não funciona

Hoje usei a tática do “rapaz”. Não sei como chamar as pessoas agora que tornei público meu ódio a tratamentos como campeão, irmão e grande.

Não funciona bem. “Ô, rapaz, ei”. Não me dão atenção. É morno demais, genérico e sem graça. E, mais grave, não serve para mulheres.

Seguirei tentando algum jeito de me expressar. Antes que vire mudo.

Guia de etiqueta: aprenda como tratar desconhecidos

No colégio eu era apenas um esforçado jogador de vôlei. Péssimo no futsal, ruim no basquete, tosco no handebol. Razoável no ping-pong, vá lá. Mas nunca fui campeão de nada. Sou filho único, não tenho irmão, nem brother e nem mano, portanto. Tenho 1m80 de altura, algo normal, nada de muito alto. Tenho terceiro grau, mas não fiz doutorado. Nem mestrado.

Por que, então, por que, por favor, insistem em me chamar de irmão, mano, campeão, grande ou doutor? Para o manobrista, sou doutor. Para os entregadores de comida, irmão. Para os que atacam o vidro do meu carro nos semáforos, varia. O vendedor de artigos para celular me chama de campeão. O de guarda-chuvas com estampado xadrez se refere a mim como grande, sem que jamais tenha me visto fora do carro, em pé.

Quando me dei conta que estas coisas me enchem os testículos, passei a reparar que tratamento dou aos outros, que não sei o nome e nem preciso (ou quero) saber. Travei. “Oi… é… por favor…”. Não sei como era antes, mas agora não sei mais como tratar alguém que não sei se é João, Maria, Washington ou Pedro Alcântara. Não sei mais me comunicar.

Dicas para Limpeza do MSN: abaixo os sem-nome

Limpei meu MSN agora. Talvez seja acusado de genocídio depois disso, mas decidi eliminar traças, baratas e contatos inúteis. Quando comecei, eram 236 contatos. Agora são 131. Poderia ser menos, acho.

Desculpe se você que me lê foi para o limbo. Mas, se foi para o purgatório virtual, é porque não trocamos uma palavra há meses. Hora de deletá-lo.

Aproveitei e apaguei também quem usa nicks só com emoticons. O sujeito ou a sujeita, em vez de escrever “Fulano” ou “Cicrana”, usa, na seqüência, uma cara triste, um morcego, uma dúzia de flores, um copo de cerveja, uma nuvem, outro copo de cerveja, um sol, uma lua, outra dúzia de rosas e, aí sim, o nome: “Fofinha”. Quem, porra, é fofinha? Não sei, mas já apaguei, Fofinha. Desculpa, viu.

A Fofinha, se souber que foi deletada, tomará outra atitude típica de MSN. A terapia pública. Usará sua frase pessoal para chamar a atenção. “Quem viver verá” ou “Arrasada, mas ninguém se importa” ou “Amanhã é outro dia. Snif” ou “Deixa quieto, tenho amigos de verdade. kkkkk”. Louca para que alguém se importe. E, como Fofinha deve ter 598 contatos, ao menos um perguntará “Aconteceu alguma coisa?”. E começa a terapia.

Aliás, façamos um momento “hora da verdade”. Escreva nos comentários qual é sua mensagem pessoal neste momento. Mas não vale mentir.

E você, já conhece o Oragoo.net e o Esporte Fino?

Não sei se vocês já notaram, mas há dois banners logo ali à direita. São os dois blogs nascidos a partir da experiência deste blogueiro com o Circo.

O Oragoo.net nasceu dia 10 de dezembro e tem como idéia responder a todo tipo de pergunta que a mente humana possa fabricar. E que possa ser respondida pela mente humana, também. Arquitetura, Celebridades, Economia, Esportes, Política, TV. E muito mais.

O segundo é o Esporte Fino, que fala, vejam só, de esportes. Todos os esportes. Foi ao ar dia 9 de março e tem doses de bom humor e mau humor, repleto de listas, rankings, informação e análises.

Os dois são assinados por este que vos fala em parceria com José Antonio Lima, amigo e colega que hoje trabalha no site da revista Época.

Paulo César Pereio quer derrubar o Cristo. Eu apóio

Paulo César Pereio, ícone maior do bom cinema nacional dos anos 70, iniciou uma campanha pela demolição do Cristo Redentor. Ele afirma, porra, que já contratou uma agência para cuidar do caso.

A campanha de Pereio começou no programa CQC, da Band, e seguiu na Veja. “Para que manter aquele boneco ridículo lá em cima?”, perguntou.

Este blog, que não votou no Cristo para as novas sete maravilhas do mundo, apóia a causa, porra. A estátua só atrapalha a vista fantástica do Rio. Poderiam, na verdade, transferir o Cristo. E colocá-lo ao lado da breguíssima réplica da Estátua da Liberdade do New York City Center.

Me diga se a opinião deste homem não merece respeito?

Atenção, designers: logo mal feito causa mão peluda

O Office of Government Commerce (OCG), um órgão independente do tesouro britânico, decidiu encomendar uma nova logomarca. Custou a bagatela de 14 mil libras, que dá uns 46 mil dinheiros brasileiros.

O logo ficou bacana, não é? Simples e bem feito, clean e todas estes termos usados por modernos para qualificar obras inqualificáveis. O único problema, que não é pequeno, é quando se olha a logomarca na vertical.

É, acho que vai nascer pêlo na palma da mão do designer que bolou isso.

A mancada foi descoberta pelo jornal inglês Telegraph e enviada ao Circo por Victor Martins.

Balões do padre voador eram máquina do tempo

Mais recente descoberta do padre voador e seus balões dá conta de que aquele troço, na verdade, era uma máquina do tempo. O homem da batina foi direto para 1969, como com prova a imagem, de autoria desconhecida.

Um padre na ilha de Lost

Se voltar, o padre poderá nos dizer se o Paul, de fato, morreu.

Zorra Total não é mais aquele: virou bom programa

Antes é preciso admitir que passar a noite de sábado sozinho vendo TV é deprimente. E não há programa, de TV, que salve a situação. Mas, se é inevitável ficar em casa, ver Zorra Total já não é o fim do mundo.

Zorra Total virou sinônimo da desgraça que grassa pela TV aberta no Brasil. De tão ruim que foi por um tempo, virou sinônimo até de qualquer coisa ruim. Trocar o pneu do carro, de madrugada, na chuva? É tão chato que é pior que Zorra Total. Faz umas duas semanas eu vi o programa, ou boa parte dele. E Zorra Total já não é mais o mesmo.

Antes de mais nada é preciso abrir a mente. E entender o que aconteceu. A começar pelo andar de cima. O redator-chefe do programa é Cláudio Torres Gonzaga. Ótimo redator, ótimo humorista de comédias stand-up, procure no YouTube ou vá assistir ao grupo Comédia em Pé. No elenco há atores de primeira e surpreendente é perceber que hoje pouquíssimos quadros se sustentam em seqüências apelativas e óbvias de mulheres gostosas e burras que servem de escada para piadas de duplo sentido.

Zorra Total agora tem cérebro, além de um elenco de muito respeito. Veteranos como Pedro Bismarck, o Nerso da Capitinga, e Paulo Silvino dividem cena com jovens talentos como Samantha Schumutz (Juninho Pei), Leandro Hassum e Marcius Melhem (os seguranças), Fábio Porchat e Fernando Caruso. Sem a necessidade de colocar Viviane Araújo de minissaia para garantir a audiência de adolescentes de mãos cabeludas.

Zorra não é um programa para chorar de rir. Mas hoje está longe de ser o show de horrores que já foi. Se é inevitável ficar em casa no sábado à noite, arrisque. Talvez seja uma grande surpresa para você também.

Vídeo para chorar de rir: Achmed, o terrorista morto

Se você tem uns 10 minutos e estiver em um local onde puder chorar de rir ou molhar as calças eu recomendo o vídeo abaixo, que me foi indicado pelo arqueólogo de vídeos Victor Martins. Achmed, o terrorista morto.

Onde está o padre que voava pendurado em balões?

E ninguém acha o padre voador. Quando eu era criança, meu sonho era voar pendurado em milhares de bexigas. Mas eu já sabia, lá pelos 5 ou 6 anos de idade, que só uma besta seria capaz de tentar de verdade.

Há muitas bestas no planeta, gente que consegue, de forma bem sucedida, voar pendurada em bexigas de aniversário. E, justamente por serem bem sucedidas, são bestas que recebem rótulo de aventureiros.

Mas um padre de 42 anos, brasileiro, que não desiste nunca, resolveu que voar seria boa idéia para divulgar iniciativas de sua paróquia, ou pastoral, ou sei lá o nome do negócio. Decolou em Paranaguá, chovia. Não sabia operar o GPS, e só descobriu isso durante o vôo. Sumiu.

Com todo respeito ao homem da batina, ele foi uma besta. Mas nunca a paróquia recebeu divulgação tão grande na imprensa.

Um padre na ilha de Lost

Não sei de quem foi a idéia da montagem, mas é genial.

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