Guia de etiqueta: aprenda como tratar desconhecidos
Publicado por Rodrigo Borges em April 30, 2008
No colégio eu era apenas um esforçado jogador de vôlei. Péssimo no futsal, ruim no basquete, tosco no handebol. Razoável no ping-pong, vá lá. Mas nunca fui campeão de nada. Sou filho único, não tenho irmão, nem brother e nem mano, portanto. Tenho 1m80 de altura, algo normal, nada de muito alto. Tenho terceiro grau, mas não fiz doutorado. Nem mestrado.
Por que, então, por que, por favor, insistem em me chamar de irmão, mano, campeão, grande ou doutor? Para o manobrista, sou doutor. Para os entregadores de comida, irmão. Para os que atacam o vidro do meu carro nos semáforos, varia. O vendedor de artigos para celular me chama de campeão. O de guarda-chuvas com estampado xadrez se refere a mim como grande, sem que jamais tenha me visto fora do carro, em pé.
Quando me dei conta que estas coisas me enchem os testículos, passei a reparar que tratamento dou aos outros, que não sei o nome e nem preciso (ou quero) saber. Travei. “Oi… é… por favor…”. Não sei como era antes, mas agora não sei mais como tratar alguém que não sei se é João, Maria, Washington ou Pedro Alcântara. Não sei mais me comunicar.
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Um ex meu dizia “queridão”, ex-colegas de trabalho usavam “xerife”, o namorado da minha prima chama de “Teixeira”.
Inventa um e usa… ao menos para seus amigos vai ser engraçado…
Se colocasse João na frente do nome do Pedro Alcântara, você estaria falando com o meu filho!
Chama de “O, querido!”
As vezes funciona.
hoje na hora do almoço disse: “amigão!” e o cara veio todo feliz!! fantástico, né? as pessoas são muito amigas umas das outras… que mundo mais bonito!
Véio, em Campinas usamos muito o “Véio”…
Quando eu tocava no delta blues, muita gente me conhecia mas eu não os conhecia. Como tenho uma péssima memória pra nomes, nunca sabia se quem tava me chamando pelo nome era algum amigo que eu havia esquecido o nome, ou fã da banda…
Na dúvida… Fala aí, véio!; Falou, véio! (em caipirês, sai “véi”)
Sempre funciona… hehehe
Na boa, não acho um problema isso
Aqui, por exemplo, tenho 1,67 e geralmente não sou notado, e quando sou, vem o irritante “baixinho” ou o famoso “carinha”
Alia´s, nada com o assunto, mas hoje em dia quem tem a minha altura, pode ser considerado quase excluido, afinal de acordo com o IBGE a média geral (H e M) de altura da população adulta brasileira é de 1,68, sendo 1,75 H e 1,62 M
Tem um cara no RH que eu ainda não sei o nome. Comecei a chamá-lo de Cardoso. Sei-lá, achei Cardoso algo bem RH.
Hoje, todos os recém-contratados o chamam de Cardoso.
Quando o caso é mulher, chamo de mocinha, moça, e assim vai.
Se estou de mau humor, já passo para “Por favor, quero uma Coca-Cola”.
kkkkkkkkkkkk, é que vc nunca escutou o famoso “nem” carioca…kkkkkkkkkkkkkkk
do segundo ponto até o terceiro e do penúltimo ao último, parece que esta falando de mim
Se é para chutar o balde, chame logo de SIMPATIA.
Chama de “parceiro”, “primo”, “chegado”, “truta”, “Maluko”, “mané”, “chefe”, “garotinho”, “cumpadi”… é só usar a criatividade. Sempre funciona, rs…
hauhauhaua, SIMPATIA foi ótimo. Vou de “meu querido” então!
hauhauhau