Tudo pode acontecer no incrível mundo olímpico
Publicado por Rodrigo Borges em August 19, 2008
“Tudo pode acontecer” é uma frase que está para o mundo dos clichês assim como a calça jeans está para a moda. Nunca deixará de ser usada. Os famosos comentaristas convidados de tempos olímpicos adoram dizer que nas suas modalidades tudo pode acontecer.
Tudo pode acontecer no triatlo. E tudo pode acontecer no tênis de mesa. Na luta greco-romana, no judô. Tudo pode acontecer no ciclismo, na maratona e igualmente tudo pode acontecer no tiro.
Se tudo pode acontecer, quando um israelense vai ser campeão olímpico de badminton, a seleção de vôlei da República Dominicana vai subir no pódio e um uruguaio vai quebrar o recorde mundial dos 100 m rasos? Se tudo pode acontecer, quando um atleta brasileiro que carregue o rótulo de favorito vai confirmar seu favoritismo em vez de falhar na Hora H?
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Se os brasileiros não amarelassem TANTO, terminaríamos não só essas Olimpíadas como também a de Atenas, pelo menos entre os 10 primeiros…
Seria aquele velho e automático complexo brasileiro de “vira-latas” que é exposto em carne viva nesses momentos?
Ainda assim, vejamos nossos companheiros sul-americanos:
Argentina - 1 bronze;
Chile - 1 prata;
Colômbia - 1 prata e 1 bronze;
Equador - 1 prata.
Demais países estão sem medalhas.
O México, norte-americano, tem um mísero bronze. Portugal tem uma prata, e só.
O Brasil não está lá, nem cá. Somos chatos e nosso esporte tem apoio quase nulo do governo, mas estamos anos-luz à frente dos latino-americanos e de alguns europeus. Não é tão pouco assim.
O que não dá é pra continuar amarelando, SEMPRE…
Hugo, anos-luz à frente dos latino-americanos desde que vc não considere Cuba como um país latino-americano… rs
Um país do tamanho do Brasil tinha que estar rivalizando com a Austrália e fim de papo.
Verdade, esqueci de Cuba… hahhaahahah
E nem sei pq escrevi “anos-luz” tb, a diferença não é tanta… =(
Mas enfim, estamos razoavelmente à frente de todos os países latino-americanos que não sejam Cuba \o/
Tem quatro brasileiros para quem torço/torci nesta Olimpíada. Cielo, pela confiança sem arrogância; Emanuel, pela humildade; Scheidt, pelo conjunto da obra; Rodrigo Pessoa, porque você nunca verá uma câmera na casa dele, filmando a reação de “dona Rodriga” ou coisa assim.
O resto, acompanho como a um atleta de qualquer país. Ginástica e vôlei feminino, pelo histórico de amarelações, não assisto para não torcer contra.
Aí, quando Israel ganha, o presidente (?) deles vem e diz “nunca na história desse país…”
Bota mais um cliche nesse circo:
“E essa medalha de bronze vem com um gostinho de ouro para o Brasil”. Ouvir isso é de f…..! Medalha de Bronze tem gosto de bronze, de terceiro, e fim de papo!
Falando de amareladas, faltou o Jadel Gregório… Isso porque já foi o time de futebol masculino também (o feminino não vale). Mas calma, ainda faltam quatro dias de amarelações…