
Cenário simples, nada de pirotecnia, telões ou show de luzes. Um palco que provavelmente custa menos dinheiro que o de uma banda brasileira de porte grande. O que The Cranberries ofereceu ao público de São Paulo, na sexta-feira, foi música.
A banda irlandesa, que em agosto anunciou retorno aos palcos, depois de um hiato de sete anos, desembarcou no Brasil sem um disco novo. E isso, para seus fãs, boa parte deles adolescentes do fim da década de 90, foi uma vantagem. O que se viu (e ouviu) no Credicard Hall durante duas horas de show foi uma sequência de hits, muitos deles conhecidos mesmo para quem não tem a banda na estante ou no iPod.
A charmosa Dolores O’Riordan tem um magnetismo raro, cria uma rápida identidade com a plateia. Aos 38 anos, ela segue sendo a razão da banda, muito à frente dos pouco carismáticos Fergal Lawler (bateria) e dos irmãos Noel (guitarra) e Mike Hogan (baixo). É possível perdoar até o exagero nas conversas com a plateia entre as músicas e a auto-ajuda que prega insistentemente. “Vocês são bonitos do jeito que vocês são” ou “Lutem pelos seus sonhos, acreditem e conseguirão”. #LairRibeiroFeelings
Da abertura com “How”, do primeiro disco, até o encerramento, com o hit “Dreams”, foram 22 músicas, com as obrigatórias “Linger”, “Salvation” e “Zombie”. Houve a óbvia promessa de ter feito aqui o melhor show de todos os tempos da última semana e que voltarão em breve. Para delírio de uma plateia já dominada pelo carisma de Dolores.
A turnê sul-americana do Cranberries, que já passou por Santiago e Rio de Janeiro, segue amanhã para Belo Horizonte e, depois, para Porto Alegre, Buenos Aires, Lima, Quito e Caracas. E deixa, no Brasil, a ótima recordação de que um show vale especialmente pela música e não pelos milhões de dólares gastos na produção.
Foto: Divulgação/MRossi

Quarentão charmoso, profissional bem-sucedido, solteirão convicto e dono de um humor ácido. A descrição de Ryan Bingham se confunde com a de George Clooney, ator que dá vida ao personagem em Amor Sem Escalas, que estreia hoje e deve aparecer em várias categorias no Oscar deste ano.
Clooney, vencedor do Oscar por Syriana, é soberbo no papel de um profissional que passa quase todo o tempo em aviões e hotéis. Sua função é emblemática em tempos de crise: demitir funcionários de empresas que vão mal das pernas. Como o próprio personagem define: “Sou emprestado a covardes para demitir os funcionários deles”.
Ryan gosta do que a maioria detesta: passar 322 dias por ano em hotéis, esperar horas para embarcar. Sua ambição é conseguir 10 milhões de milhas no programa da American Airlines, o que dá direito permanente à classe executiva.
Este mundo perfeito do lobo solitário ameaça desmoronar quando uma jovem ambiciosa (Anna Kendrick) tenta implantar um sistema de demissão por webcam, acabando com a rotina de viagens. Ao mesmo tempo, Ryan inicia relacionamento com outra executiva (Vera Farmiga), que começa de forma casual, mas o faz repensar sua vida.
O trunfo de Amor Sem Escalas, além das ótimas interpretações do trio de protagonistas e da direção de Jason Reitman (Juno), é não cair em clichês de comédias românticas. É um filme de humor negro. E com um desenrolar que não subestima a inteligência do espectador.

Conhece a moça? Já foi namorada do Cristiano Ronaldo. Mas isso muitas outras já foram. Também foi namorada do atacante inglês Marcus Bent. Mas outras também devem ter sido. O fato engraçado que cerca Gemma Louise Atkinson, inglesa nascida em 1983, é que ela é apontada como filha de um sujeito improvável. O Mr. Bean.
Sim, é de causar choque. Como esta mulher pode ser filha de Rowan Atkinson? Na internet há discussões apaixonadas a respeito do assunto. Não há registro de fonte séria dando conta de que a moça é filha do ator mais estranho do mundo. Se for filha, não há registros de que seja adotada. Será, então, que o padeiro era bonitão? Porque não acredito em milagres.