Pretensão estraga Homem de Ferro 2

Publicado por Rodrigo Borges em 30 de April de 2010

Homem de Ferro 2

Como pode ser alcançada a paz mundial? Ao tentar responder à pergunta, Homem de Ferro 2, que estreia nesta sexta-feira nos cinemas brasileiros, comete seu maior erro. A sequência do filme de 2008 é pretensiosa ao propor um debate profundo e, de forma óbvia, termina no mesmo lugar da maioria dos filmes de super-heróis: montes de piadas fáceis em meio a cenas de ação.

Robert Downey Jr. novamente interpreta o herói da Marvel em mais uma ótima atuação. As novidades em Homem de Ferro 2 são a entrada de Mickey Rourke, caricato no papel do vilão Whiplash; Samuel L. Jackson, que só apareceu nos créditos finais do primeiro filme, agora tem um papel maior como Nick Fury, o chefão da organização Shield; e Scarlett Johansson, como Viúva Negra, braço-direito de Fury. Gwyneth Paltrow é novamente Pepper Potts, a assistente do protagonista.

Em um período de paz mundial, Tony Stark, o vaidoso empresário que encarna o herói, luta contra um ambicioso concorrente para não entregar a armadura ao exército americano e, enfraquecido, luta até para sobreviver.

Não há, porém, preocupação em construir personagens, como no primeiro filme. Explosões e efeitos especiais são jogados no espectador entre uma piada e outra.

O diretor Jon Favreau, de novo à frente da franquia, e o roteirista Justin Theroux têm o tempo da comédia. As piadas funcionam, Homem de Ferro 2 faz rir. Mas tanto diretor quanto roteirista dão a impressão de que se envergonham de fazer entretenimento puro. Ao chamar o espectador a um debate profundo, perdem a mão de uma produção que poderia ser divertida se fosse apenas um ótimo passatempo.



2006 - 2009 Estado de Circo. Alguns direitos reservados. Política de privacidade.