
Como pode ser alcançada a paz mundial? Ao tentar responder à pergunta, Homem de Ferro 2, que estreia nesta sexta-feira nos cinemas brasileiros, comete seu maior erro. A sequência do filme de 2008 é pretensiosa ao propor um debate profundo e, de forma óbvia, termina no mesmo lugar da maioria dos filmes de super-heróis: montes de piadas fáceis em meio a cenas de ação.
Robert Downey Jr. novamente interpreta o herói da Marvel em mais uma ótima atuação. As novidades em Homem de Ferro 2 são a entrada de Mickey Rourke, caricato no papel do vilão Whiplash; Samuel L. Jackson, que só apareceu nos créditos finais do primeiro filme, agora tem um papel maior como Nick Fury, o chefão da organização Shield; e Scarlett Johansson, como Viúva Negra, braço-direito de Fury. Gwyneth Paltrow é novamente Pepper Potts, a assistente do protagonista.
Em um período de paz mundial, Tony Stark, o vaidoso empresário que encarna o herói, luta contra um ambicioso concorrente para não entregar a armadura ao exército americano e, enfraquecido, luta até para sobreviver.
Não há, porém, preocupação em construir personagens, como no primeiro filme. Explosões e efeitos especiais são jogados no espectador entre uma piada e outra.
O diretor Jon Favreau, de novo à frente da franquia, e o roteirista Justin Theroux têm o tempo da comédia. As piadas funcionam, Homem de Ferro 2 faz rir. Mas tanto diretor quanto roteirista dão a impressão de que se envergonham de fazer entretenimento puro. Ao chamar o espectador a um debate profundo, perdem a mão de uma produção que poderia ser divertida se fosse apenas um ótimo passatempo.