
Christina Aguilera tem ótima voz. Suas músicas representam um pop dançante de qualidade. Mas “Not Myself Tonight”, primeiro single de Bionic, seu quinto disco de estúdio, deu origem a um clipe deslocado no tempo e no espaço.
O vídeo, que teve estreia mundial nesta sexta-feira, vem sendo divulgado aos poucos no site da cantora. Seu maior apelo é o conteúdo erótico. Christina é apertada por modelos seminus com corpos molhados, faz cenas sadomasoquitas com outra mulher, a quem chega a lamber a boca, fica de quatro, como uma gata – que, verdade seja dita, ela é. Mas tudo muito fora do tempo, em 3 minutos de puro clichê.
Quem é capaz de se chocar com algo que apenas emula a Madonna do fim dos anos 80 e início dos 90? O clipe de “Not Myself Tonight” bebe na fonte – ou no pires de leite – de “Justify My Love”, este sim um vídeo inovador para seu tempo, que consolidou aquela Madonna, como sex symbol e artista mais provocadora de sua geração.
Christina Aguilera, que em dezembro completa 30 anos, se comporta como a Madonna dos anos 90. Se veste como Madonna dos anos 90. Plágio visual e de conceito.
Qualquer adolescente nerd de 13 anos já viu na internet mais do que mostra Christina. Já vimos coisa parecida até em clipe de Britney Spears, até naquele célebre beijo na boca de Madonna durante um VMA – coincidentemente ou não, Christina, poucos se lembram, estava naquele mesmo palco. “Not Myself Tonight” é um erro. Tem cheiro de roupa guardada. De Déjà vu. Para um bom clipe, já não basta mais apenas uma cantora gostosa em situações eróticas.