2012: o fim do mundo outra vez

Publicado por Rodrigo Borges em 12 de November de 2009

2012

Qualquer um que já tenha visto Independence Day ou O Dia Depois de Amanhã vai sentir um déjà vu ao assistir a 2012. O filme, uma superprodução que estreia no mundo todo nesta sexta-feira, é o terceiro longa do diretor alemão Roland Emmerich a mostrar uma sequência de catástrofes que podem levar a humanidade à extinção.

O ponto de partida é a suposta previsão maia de que o mundo acabará em 21 de dezembro de 2012. No filme, é nesse dia que uma grande erupção no sol faz “ferver” o centro da Terra, provocando deslocamento da crosta. E este deslocamento causa terremotos e tsunamis com ondas de 1,5 km de altura.

A partir de então, o que se vê em 158 minutos é um catadão das bobagens de Independence Day e O Dia Depois de Amanhã, como a óbvia destruição da Casa Branca. Mas há, em 2012, o fator globalização. No Vaticano, a Catedral de São Pedro rola sobre os fiéis que fazem vigília à espera da morte. No Rio, o Cristo se desfaz e cai sobre a cidade. Na China, onda destroi a casa de um monge no alto da montanha.

Em meio aos efeitos especiais, Emmerich tenta identificar a plateia com um personagem supostamente comum. Jackson Curtis, vivido por John Cusack, é um escritor fracassado, que levou um fora da mulher (Amanda Peet), não tem qualquer intimidade com os filhos e ganha a vida como motorista de um bilionário russo. Caberá a Curtis levar a família até o Tibete, onde os países mais ricos do mundo construíram arcas durante dois anos para salvar parte da humanidade e casais de espécies animais – pois é, uma nada surpreendente referência à história bíblica de Noé.

Na pré-estreia de 2012, na semana passada, Roland Emmerich afirmou que foi seu último filme-catástrofe. Para o bem do cinema, é bom que ele cumpra a promessa.

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10 palhaçadas

  1. Camilo comentou:

    Mais um filme catástrofe?
    Aff!!! É o fim do mundo mesmo.

    13 de November de 2009
  2. ba comentou:

    Opa, o enredo ainda me lembra “Guerra dos Mundos” (cuja única catástrofe, mesmo, foi fazer H.G. Wells se mexer no caixão).
    E Rodrigo, pelo menos desta vez, “o” Presidente não pilota um caça, vai…
    PS: O Brasil já era hexa ou não?

    13 de November de 2009
  3. vanessa comentou:

    Poxa esse negocio mexe com a gente né? quando eu era pequena sempre que o mundo ia acabar eu não dormia direito. bom hoje eu sei que eu vou acabar antes do mundo…

    14 de November de 2009
  4. Isaac Moraes comentou:

    Que fixação isso dessa galera viver fazendo filme de catástrofe. Ninguém merece. É uma inclinação para a desgraça impressionante. Não me interessa ver como ficaria o Cristo Redentor se derrubado por ondas gigantes e terremotos.

    Além do mais, todas as informações que os Maias deixaram para a humanidade sempre tiveram um fundo de coerência. Até o tarot maia é assustador de tão exato (muito diferente do convencional). Espero que essa profecia seja a primeira bola fora deles.

    15 de November de 2009
  5. Luis comentou:

    Podia ser pior. Nada foi mais decepcionante que o filme (não-)pornô da Leila Lopes.

    15 de November de 2009
  6. yzkarro comentou:

    O Lula quer suspender o filme, pois se realmente for verdade, não teria mais a Copa nem a Olimpiada no Rio. Sem contar que a companheira Dilma não assumiria a presidencia (acho que isso não vai acontecer em hipotese alguma)

    16 de November de 2009
  7. Willian comentou:

    Último filme catástrofe? O que ele vai fazer quando passar 2012 e o fim do mundo for anunciado para 2033?

    16 de November de 2009
  8. Eduardo De Campos comentou:

    Ao menos o Paulo César Pereio vai realizar o sonho de ver o Cristo Redentor vir à baixo…

    19 de November de 2009
  9. Rodrigo Borges comentou:

    Paulo César Pereio e eu. Aquela estátua cafona só estraga a linda paisagem.

    19 de November de 2009
  10. Tomey Noku comentou:

    Eu acho isso uma palhaçada, daqui a pouco no dia 20/02/2020 o mundo vai explodir às 20:20:20 ¬¬

    3 de March de 2010

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