
Eu devia ter 12 anos quando conheci a Madonna. Aquela mulher não era real. Num mundo careta, ela praticamente cantava nua. Ou cantava vestida, mas era tão sexy, tão fabulosamente gostosa, que parecia nua. Ah, como eu queria comer a Madonna.
Acho que todos os adolescentes da minha geração – e de outras – sonharam com ela. Alguns começaram cedo, quando Madonna nem famosa era e posou nua mostrando uma enorme quantidade de pelos embaixo do braço. Outros, como eu, começaram em meados dos anos 80. Com “Like a Prayer” e “Like a Virgin”. Ah, como eu queria.
E veio “Justify my Love”. Obrigado, ó, Madonna, por proporcionar esta obra de arte quase pornográfica à imaginação de milhares de adolescentes que não tinham internet e se contentavam até com anúncios de lingerie da C&A. Madonna que lançou o livro Sex, um ensaio que, não fosse chique e caro, poderia sair na Sexy. E eu continuava querendo comer a Madonna. Que fez um filmaço, Corpo em Evidência, que era uma droga, mas ela ficava sem roupa, então era ótimo. E eu queria muito comer a Madonna.
O tempo passou, Madonna, que rompeu padrões, chutou traseiros conservadores e deu um novo sentido à música pop mesmo sem saber cantar, casou e sossegou, apesar do beijo na Britney. Ela teve uma filha, adotou filhos, se separou, conheceu Jesus e tem 51 anos. Eu continuo querendo comer a Madonna. Mas acho que não vou conseguir.
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Somos dois, Rodrigo. Algum de nós ainda come a Madonna. Mesmo sendo contra a religião.
6 de October de 2009Vamos, Rodrigo, você é brasileiro! E brasileiro não desiste nunca!
6 de October de 2009É, posso tentar também, mas não garanto…hahaha
6 de October de 2009Jesus é meu herói, ele conseguiu o que eu até hoje não cheguei nem perto: Comer a Madona! Salve, Jesus!
7 de October de 2009Pô cara, não desista dos seus sonhos. Vai que dá certo. Mas se não der, você pode tentar – depois de umas 9 ou 10 doses de catuaba – a Madonna cover que de vez em quando faz uns shows por aí, e é quase igual!
8 de October de 2009