A música brasileira virou mais ou menos um cachorro que corre atrás do próprio rabo. E o Prêmio Multishow provou de forma brilhante que neste país não se chega mais a lugar nenhum com a música.
Estavam todos lá. Todos os de sempre. Marisa Monte, Ivete Sangalo, Skank, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso e Titãs. Aqueles que já tocavam em festivais do tempo do imperador Dom Pedro. O primeiro. Não se nega a eles seus méritos, mas não ajudam na renovação do cenário. São os mesmos que vemos há mais de 15 anos, em alguns casos há quase 30. É o já cansado Totó correndo atrás do seu diminuto rabo.
Quem entra no cenário beija as mãos dos veteranos. Assim como os veteranos beijaram as mãos de outros veteranos: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Rita Lee, para citar quatro. E qual é o resultado? Não se faz mais música nova no Brasil. Claudia Leitte é a Ivete Sangalo, que é a Daniela Mercury. Maria Rita é Elis Regina, Dudu Nobre é Zeca Pagodinho. Ninguém mais tem identidade, todos querem ser o astro da geração anterior. Se o Prêmio Multishow existisse em 1999, tudo seria igual. Artistas, shows, premiados. Cazuza errou, porque o tempo para. Parou para a música brasileira.
A única pessoa que faz música nova no Brasil é Rick Bonadio. E isso é mais ou menos como dizer que a música brasileira acabou. Porque quanto mais rico fica Rick Bonadio, mais na merda está a música brasileira. Porque o megaprodutor é responsável pelos fenômenos NX Zero, Fresno e Strike, emos que recusam o rótulo de emos e cantam letras sertanejas travestidas de quase-rock. E tem Gloria. Tem Fake Number. A falta de artistas novos de qualidade dão a brecha para que fenômenos como estes se tornem estrelas. Enquanto isso, Totó, velhinho e sem opção, corre atrás do próprio rabo.
Mas mesmo os jovens emos, que embora sejam ruins poderiam fazer algo de novo, subiram ao palco do Prêmio Multishow para lamber botas da velha geração. E tocaram Ultraje a Rigor em meio a um óbvio e vazio discurso “fora, Sarney”, típico dos rebeldes de perfumaria que dominam o Twitter. Ultraje, do lendário Roger Moreira, é uma das maiores bandas da história do rock brasileiro. Mas ser tocado 25 anos depois não é prova de boa memória. É a prova da insuportável falta de criatividade nesta plaga.
As jovens cantoras da MPB são apenas aquelas velhas cantoras da MPB com uma pegada moderninha, roupinhas descoladas e rostinhos bonitos. Algumas tem conteúdo. Mas é o velho e surrado conteúdo. Mariana Aydar, Céu, Ana Cañas, Vanessa da Mata e suas parceiras são boas cantoras. Mas não não revelações de nada. São apenas a roupagem século 21 de Gal, Bethânia, Rita Lee. Um remake do tropicalismo, bossa nova e de outros movimentos da MPB que, como não são novidade, não podem revelar nada. Mas ser chamada de “jovem revelação” (sic?) vende. E dá manchetes.
Música não tem idade. O talento de ontem não vira o perna-de-pau de hoje. Mas é preciso renovar. É preciso que gente nova apareça. E que faça algo diferente, e não cover do craque de ontem. Estamos vendo o mesmo filme em preto-e-branco há anos. A música brasileira é aquele time de futebol que contrata um punhado de jogadores veteranos que já tiveram glórias no passado, mas hoje vão apenas lutar para evitar que seu time caia para a segunda divisão. Em vão. A música brasileira já está na segunda divisão há mais de uma década.
A premiação, comandada por uma Fernanda Torres que se deixou levar pelas piadas fáceis e sem graça deste tipo de evento (“Seu Jorge, sabia que vai estrear o Multishow HD? hahaha!”), terminou com Marisa Monte coroada como cantora do ano e uma homenagem a Rita Lee, que, na plateia, quase cochilava enquanto no palco alguns de seus clássicos – o mais recente deles tinha a minha idade – eram cantados por Pitty e o faraó Gilberto Gil. Acompanhado do veterano bom de bola João Barone na bateria.
E o velho e cansado Totó corre atrás do rabo. Mas uma hora morrerá de exaustão.
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Acho que raramente concordo tanto com um post. É bem o que eu gostaria de escrever. Detalhe: meu TCC de produçao musical foi sobre o Rick Bonadio (deus me perdoe, não fui eu que escolhi o tema!), e posso dizer que se eu já achava o cara um boçal, passei a achar mais ainda, por “ver mais a fundo a superficialidade” de seu talento (que é meramente mercadológico e predatório). Fora que o mala se recusou a colaborar, não quis nem sequer responder a meia dúzia de perguntinhas por e-mail. A música brasileira não morreu. Pior que isso, é uma morta-viva fedorenta.
19 de August de 2009Música brasileira para mim se resume a Dead Fish e O Rappa. Ainda tenho no pc Nando Reis, Cassia Eller e Mascavo por causa de meu irmão.
Realmente não existe mudança por aqui. Espero que a partir de 2010 essa onda de sertanjo-emo e hip-hop-comercial desapareça do mundo de uma vez por todas.
19 de August de 2009ainda bem que eu perdi então. na verdade não perdi nada.. lendo o seu texto, reparei. gosto de alguns, mas são todos covers mesmo.
19 de August de 2009Na minha humilde opinião, o velho no Brasil é bem melhor que o novo!
19 de August de 2009ps.Pitty cantando Rita Lee foi gorfante!
“a música brasileira já está na segunda divisão há mais de uma década”. nada mais preciso… ótimo txt!
19 de August de 2009Música, como toda a atividade humana, tende a se repetir mesmo. Mas entendo o que você quis dizer aí.
19 de August de 2009Não sou tão ligado nos últimos sucessos, mas também não sendo nenhum eremita musical, pergunto: o que fez de Marisa Monte a cantora do ano?? Acho que estes prêmios (o prêmio TIM também) são mais uma coisa de mercado mesmo. Não refletem uma tendência de quem ouve e produz música, tampouco tenta indicar novas direções. É manter o status quo, e fazer uma festa bonita. E quem vai chegando resolve se encaixar nessa também. Toda banda ou cantor recente não tem mais estilo, dificilmente se assume – todos se dizem uma “fusão de ritmos”, releitura não sei do quê, resgate musical com “n” influências e claro, sempre se vendendo como vanguarda. E quem não entra nessa onda, nem chega lá. Já ouviu falar de Mestre Ambrósio? Cordel do Fogo Encantado? Nem vai ouvir.
Temos que nos contentar com LittleJoy mesmo.
Ué, nã entendi a piada do Seu Jorge.
19 de August de 2009Nem eu, Fernando. E nem ele entendeu, pela cara que fez.
19 de August de 2009Rodrigo, boa tarde
19 de August de 2009Eu não entendi a piada do Seu Jorge.
Mas o texto diz tudo o que eu penso sobre a música hoje. Não vejo mais nenhuma novidade nesse meio, os meus CDs de música são os mesmo da década de 90 e muito mais muito mesmo da década de 80. Não vejo graça nessas músicas novas que surgem e acho as bandas bem fraquinhas e com letras chatas.
As modas de viola que eu ouvia com o meu avô são bem mais criativas que essas músicas que ganharam premios ontem a noite.
Não aparece novidades e quando aparece tem uma resistência em aceita-la!
Mesmo os cantores, bandas de outro país estão sem graça ou novidade, vide a quantidade de bandas que estão voltando e cantando a mesma coisa de 10/20 anos atrás. Pior que conseguem públicos novos e os antigos ouvem eles.
Acho que o mundo de maneira geral esta muito sem graça!
abraços
Concordo totalmente com tudo que você disse. Agora, não dá para limitar esse fenômeno só ao Brasil. O cenário musical no mundo inteiro sofre desse mesmo mal. Mais do que nunca (valeu, Faustão. rsrs), a geração presente copia as anteriores. No pop chiclete, você vê a tal da Miley Cyrus seguindo todos os passos da Britney Spears, que por sinal, já copiava a Madonna. No “r&b”, a Rihanna copia claramente a Beyoncé, que sempre quis ser a Tina Turner. Nas bandas de rock inglês, a mesma coisa acontece. O Kaiser Chiefs copia o Blur, que copiava os Kinks. O Coldplay copia o U2, que sempre quis ser os Beatles (Bono nunca escondeu que queria ser como o John Lennon). O Oasis rouba o som dos Beatles e ainda joga o The Jam no meio. Os emos emporcalham o estilo do The Cure e do Siouxsie e os Banshees. Aparece uma tal de Lady Gaga, copiando até a pintura na cara do Bowie (era Ziggy Stardust) e os iletrados aplaudem, achando o máximo da originalidade. Pior mesmo só a tal da Mallu querendo dar uma de Joan Baez tupiniquim e do Vanguart, um bando de moleques espinhentos, falando em ser “supergrupo”, um verdadeiro CSNY brasileiro. Nem perdi meu tempo com esse lance do Multishow, além de a música ser tediosa, nem a moda se salva. Essa trupe de atrizes da Globo não tem o menor glamour. /end rant.
19 de August de 2009Bom, espero não criar muita polêmica agora…
19 de August de 2009Acho que, pior do que a “música brasileira”, é o público dela, que não quer saber de nada. Essa geração é deprimente, pra ser sincero.
Bela análise. Essa turminha “MPB de publicitário e rock de condomínio” acabou de vez com qualquer forma de música feita por aqui. Parei nos anos 70, um pouco de 80 e em rocks básicos, com o do Ira. E chega.
19 de August de 2009A verdade é que ninguém quer arriscar. A arte virou somente um negócio há tempos, e todo mundo quer apostar em fórmulas que deram certo. As jovens cantoras querem ser “a nova Marisa Monte”.
19 de August de 2009como disse o luiz antônio lima, parei nos anos 70/80.
19 de August de 2009Eu acho que vocês estão falando da INDÚSTRIA MUSICAL, o que hoje em dia é muito diferente do cenário musical.
19 de August de 2009.
Gente, vocês estão se orientando pelo PRÊMIO MULTISHOW como se fosse a verdade irrefutável de um oráculo sagrado!!
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É no Multishow que vocês descobrem a sua música??? No Faustão?? MTV?? Em rádios??
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Vocês estão muito mal parados.
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Para os que acham que a música brasileira acabou, morreu, encolheu, zumbizou, eu recomendo dar um google no meu nome, “MdC Suingue” + “Caipirinha” para descobrir que a música brasileira é muito maior do que desconfia nossa vã filosofia…
Ah, ainda bem que você entendeu que a crítica é à indústria musical, MdC.
19 de August de 2009Se a crítica é sobre a indústria, por que o título e o texto se referem o tempo todo à “música brasileira”?
19 de August de 2009.
Para melhor entender sua posição, acho que tem que dar nome aos bois:
“A INDÚSTRIA MUSICAL brasileira é um cachorro correndo atrás do próprio rabo.”
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A música brasileira não tem nada a ver com isso, e vai muito bem, obrigado.
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PS: Bacana o seu blog, vou ficar de olho.
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Abs
Porque eu, MdC, escrevo exclusivamente para leitores inteligentes, que saibam interpretar texto, que não precisem de tudo escrito mastigadinho. Os burros eu dispenso. Felizmente você entendeu a crítica que eu queria fazer.
19 de August de 2009Alguém apertou o “Repeat” no aparelho de som há um bom tempo. (Apenas se esqueceram de desligar depois.)
19 de August de 2009Concordo com o post plenamente.
20 de August de 2009Eu não acreditei, ela era o esperma do diabo
20 de August de 2009Ela disse: “Amaldiçôo a todos vocês
Vocês nunca aprenderão!
Quando eu partir, não haverá volta”
As pessoas riram até que ela disse, “Queimem!”
O aviso foi dado, ninguém se importou
A terra estava tremendo, ficamos de pé e olhamos
Quando isso aconteceu, ninguém foi poupado
Eu ainda ouço “Queimem!”
É isso mesmo Rodrigo.Milton,Tom,Chico,Paralamas são ruins.Bom mesmo é o DEEP PURPLE.Santa Larica rogai por nós.
Rodrigo, o texto é impecável do ponto de vista ideológico e crítico. Não mudaria uma vírgula.
Acrescentaria apenas algumas pedras sobre o caixão da música brasileira. Ela não morreu há uma década, mas há umas duas ou três. Paralamas começaram imitando o Police, Barão tocava exatamente igual aos Stones, A turma de Brasília era uma cópia do movimento Punk que explodia na Europa. Ou seja, nem eles, que foram bons músicos e produziram grandes obras, foram inovadores em nada.
20 de August de 2009Acredito que as últimas coisas que a música brasileira criou foram a Tropicália e os Mutantes, com seu rock psicodélico avançadao para a época.
De lá para cá, sempre mais do mesmo, com um agravante, a qualidade dos “mesmos” está piorando.
Abraços
Não é a toa que favoritei esse blog há mais de um ano e nunca mais tirei-o de lá. Grande análise sobre a música brasileira, expôs bem a situação repetitiva (quando não, “merdativa”). E pra eu, que sou novo, fica difícil ouvir alguma coisa sem se sentir voltando no tempo, fora da minha época. É realmente tenso…
Parabéns por mais um post brilhante.
21 de August de 2009Não digo nem de aparecer um ‘estilo’ novo,mas de cantores/bandas mesmo,com qualidade.
Os melhores são sempre os antigos.
Vou ficar escutando Los Hermanos pra sempre?
beeijos.
21 de August de 2009Cara, talvez o problema sejam os seus padrões. Existem muitas bandas novas aparecendo com propostas realmente diferentes. “Móveis coloniais de acaju”, “Nevilton”, “Vanguart”… e muitas outras.
21 de August de 2009Filipe, recomendo que leia meu debate com o MdC Suingue. E conheço as três bandas que você citou.
21 de August de 2009Franck, vc disse tudo!
21 de August de 2009Através do Circuito fora do Eixo (foradoeixo.org.br)
21 de August de 2009a nova geração de artistas do brasil esta trabalhando em rede para acabar com essa palhaçada que é a industria musical nacional.
Pq a música brasileira não morreu. Mas esses dinossauros que vc citou em parceria com gravadoras e rádios que tocam na base do pagou-tocou tomaram todo o espaço para que a nova musica brasileira aflorasse ao grande publico. A atual geração, fruto da revolução digital, lança seus proprios discos, produz seus shows e circula o pais em turnes que não são noticia nas Tv privadas.
Se vc quiser ter acesso a ese movimento, basta procurar.
Obrigado Ana.
Entendi a discussão proposta pelo Rodrigo, sobre a indústria da música e não os músicos, mas não dá para deixar de citar que a indústria norteia e influencia muita coisa no nosso cotidiano. E se os músicos continuarem a se render ao mercado em busca de fama e grana vamos continuar vendo prêmios como o Multishow e o MTV. Os ditos grandes nomes da música é que deveriam se levantar contra isso, mas eles estão muito confortáveis tendo suas botas lambidas pelos emos que estão chegando…
21 de August de 2009É verdade. Pura verdade.
23 de August de 2009My god,,,acabei de ver no multishow algumas reportagens no back stage do premio multishow,,,vi o Nando Reis dando entrevista tentando concordar com aquele lamentavel reporter mirim,,Bruno alguma coisa,,colocaram ele com a abobalhada da Dani Monteiro pra entregar algum premio,,depois mostrou o Edgard entrevistando o Caetano,,nossa,,nem da pra comentar a falta de coerencia nas perguntas e respostas, porque o Edgard fala de novidades pra um Caetano que simplesmente desistiu de ser Caetano e resoveu tentar recuperar a simpatia da massa.Olha soh,,sou musico a mais de 20 anos, ja vi e ouvi e toquei de tudo, e aprendi uma coisa basica no tocante a musica no Brasil e no mundo,,aprendi que oque eh ruim,,pode ficar anda pior!!!
23 de August de 2009eh triste, mas eh assim mesmo.Infelizmente.eh soh recorrer ao tunel do tempo,,em 1980 tinhamos entre as dez mais tocadas nas radios o Pink Floyd,Queem,Djavan Boca Livre e pasmem Ellis Regina,,,em 1990 tinhamos Banda Mel,Kaoma,Leandro e Leonardo e Snap,,,nossa,,alguem lembra do Snap,,nem eu,mas eh o melhor desses ultimos que citei!!!no fim das contas a gente vai começar ate a ficar com saudades do ruim, porque oque vira eh lamentavel.Ou melhor,,eh pior do que oque ja esta!De Ellis pra Kaoma em 10 anos???isso nao eh regressão…eh demencia!!!
Novamente eu chovo no molhado… O povo brasileiro tem a política que merece e também o mercado musical que merece.
Ninguém faz um esforço sequer para ter algo melhor e tudo o que o mercado joga, aceitam.
Os ibopes das rádios mostram isso.
As vendas de discos mostam isso.
Minha familia inteira, tem músicos para todos os lados. Alguns profissionais, outros como hobby.
Em uma discussão, disse uma vez, que se a música continuar do jeito que tá, em breve teremos músicas de um acorde só, sem afinação, tão pouco ritmo.
Ai te pergunto, o problema é de quem toca ou de quem coloca o cara para tocar em rádios, tvs, rodeios, etc?
Se o povo aceita e gosta, resta à nós, lamentarmos e ‘aceitar’.
Bendito seja meu iPod, aonde eu posso ouvir minhas músicas, sem saber o que acontece do outro lado do fone de ouvido.
Na minha audioteca, infelizmente, mais de 90% é música estrangeira.
[]‘s
24 de August de 2009Quanto radicalismo!!!
25 de August de 2009Uma coisa que eu acho muito incoerente quem gosta de sertanejo e odeia emo. Como pode?
6 de September de 2009A única explicação possível é se o cara gosta só de sertanejo. Mas se alguem falar que gosta de sertanejo, de rock e odeia emo existe uma certa incoerencia, não?
Como vc disse, emo é apenas um sertanejo travestido de rock. No fundo é só um duelo pra ver quem chora mais…
Vai entender…
Premio Multishow e algo mt superficial levando em conta o que e realmente a musica brasileira! O produto nao e musica e sim dinheiro, tudo se faz em funcao disso, raros casos onde a musica prevalece! Hoje todos podem buscar alem do que a grande midia oferece, e e ai que estao acontecendo as coisas, muita musica sendo feita!
7 de September de 2009Cara hoje em dia é muito difícil ser original em alguma coisa mas vocês estão falando de bandas de estilos semelhantes,então é óbvio que são parecidos mas não iguais.
14 de September de 2009Se é assim então toda humanidade copiou o Homo Habilis que por sua vez copiou o Ardipithecus,que copiou a Dercy,que copiou…niguém??!Ok!Tem uma falha na minha teoria…
Por sorte a musica gaucha tradicional continua crescendo, devagar, escondida atras de umas porcarias musicais, ela vai.
10 de November de 2009quanto ao resto do brasil, eu já perdi a esperança.
Totó corre atrás do rabo aqui no Brasil. Enquanto isso, o Toto, nos States, já tá morto… (Que pena. Ah, e esse último Toto, é a banda.)
1 de January de 2010Luis, o Toto não acabou, não. Eles ainda fazem shows.
2 de January de 2010Bem, a maio revelação que vi nos últimos anos foi a Joss Stone, como pode um rostinho bonito como aquele ter uma voz tão profunda e negra ? Epa, mas Joss Stone não é brasileira, mas de qualquer forma tá valendo…
13 de March de 2010Tudo tem sua superficie e seu reflexo
15 de March de 2010o problema eh q a cada superficie na industria brasileira milhares se refletem –’
Independente das “verdades musicais” apresentadas é importante evitar generalizações.A sociedade moderna, possibilitando a prática Ctrl C/Ctrl V, estendeu o proceso de cópias e/ou adaptações às mais diferentes atividades: a música não conseguiu ser excessão.Continuo gostando do trabalho de Zé Ramalho, Caetano, Chico, Gil…
1 de June de 2010