
Há cinco anos, Paulo Ricardo deu uma sincera entrevista à Trip. Nela, chegou a se desculpar (ou quase isso) por sua carreira. Ou pela falta de coerência na carreira.
Popstar nos anos 1980 com uma das mais importantes bandas do rock nacional, o cantor se arrependia, algo envergonhado, das mudanças de rumo que tomou após o RPM. Especialmente por ter tentado ser Roberto Carlos em bizarra fase romântica.
Nesta semana, Paulo Ricardo tocou com sua banda, o PR5, no Carioca Club, em São Paulo. O UOL transmitiu ao vivo e eu cliquei a tempo de ver os últimos 20 minutos do show, que teria como convidados amigos do cantor.
Assim que o vídeo carregou, Paulo apareceu para mim aos gritos, apresentando um convidado rock n’ roooooll (sic). E dizia que todos nós, plateia e internautas, nos surpreenderíamos, porque ele curte rock n’ rooooool. Comecei a pensar em nomes improváveis. Cauby Peixoto. Petkovic. Dona Nice, minha ex-professora de ciências. Não. Oscar Niemeyer, talvez. E Paulo Ricardo chama ao palco padre Marcelo Rossi. Interessante. Eu achava que padre roqueiro era o Judas. Judas Priest.
Dali em diante passei talvez pelos 15 minutos mais constrangedores da minha vida. O padre rock n’ roll pedia que a plateia jogasse “as mãozinhas pra cima”. “Mãozinhas” é bem rock n’ roll. O padre falava versos quaisquer enquanto Paulo Ricardo cantarolava hits de U2 e (ah, vá) RPM, entre outros, usando a mesma melodia tocada pela banda.
Acabou a música. Mas não acabou o show de horrores. O padre sugere a Paulo Ricardo, já sem música, que puxe uma ola. Ola, em show de rock, deveria ser camisinha, padre. Se bem que Paulo Ricardo não é rock. Mas a ola não funcionou. Então é hora de encerrar. E padre Marcelo agradece a Deus por aquele momento, a banda dá as mãos e tudo termina com um Pai Nosso. E uma Ave, Maria.
Ave, Maria. Está na hora de Paulo Ricardo ser entrevistado novamente pela Trip. Aquele velho pedido de desculpas já expirou.
Os comentários são moderados e poderão ser excluídos caso sejam anônimos, considerados inadequados, sem sentido, ofensivos, escritos em maiúsculas ou alheios ao conteúdo do post e ao objetivo do Estado de Circo. As mensagens publicadas pelo sistema de comentários não refletem a opinião do blog ou de seu editor. Todos os comentários publicados no blog são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores. O Estado de Circo não se responsabiliza por quaisquer danos decorrentes do uso deste serviço.
O sistema de comentários do Estado de Circo utiliza o Gravatar para exibir sua imagem.
Ao som de AC/DC (Hell or High Water), eu agradeço: ainda bem que eu não vi essa palhaçada.
17 de December de 2009Que show de horrores, rapaz!
17 de December de 2009Minha nossa senhora (com o perdão do trocadilho besta, ops, de novo). O próximo passo é fazer um filme pornô agora, mas um pornô cabeça (mais um trocadilho).
18 de December de 2009Este ‘causo’ poderia virar definição de vergonha alheia num dicionário.
18 de December de 2009Os anos 80 foram feitos para ficar lá, intocados. Aprecie-os como foram, e não tente transportá-los para hoje. Ou desastres como esse poderão surgir.
18 de December de 2009Agradeço a Santo Expedito pela graça alcançada. A graça de não ter visto essa palhaçada (acho que foi por isso que você viu, é sua área, hehehe).
18 de December de 2009Noção! A palavra chave pra ele é noção!
Noção da hora de se aposentar.
Ele podia ir pro BBB, ou pra Fazenda…
Triste ver o ícone, o líder da primeira banda que comprei o disco, virar piada. Lamentável
19 de December de 2009Comentário apagado porque o internauta só sabe usar letras maiúsculas.
20 de December de 2009Duas aberrações juntas.Só faltou o Rogério Ceni prá completar a palhaçada.
21 de December de 2009bando de ignorantes e demoniacos se ele tivesse convidado um cara anti cristo vcs gostaria né seus vermes, achei muito massa o pd marcelo ter participado.
5 de January de 2010Calma, ronaldo. Está com o diabo no corpo?
7 de January de 2010[...] O papa é mais do que pop, minha gente. O papa é social media pro. E o Padre Marcelo se achando muito prafrentex com esse negócio de “joga as mãozinhas pra cima“… [...]
24 de January de 2010Esse Paulo Ricardo é uma fraude!
28 de February de 2010Depois do RPM tentou ser Roberto Carlos e se deu mal!
Pra quem não sabe ele neste momento se inspira no José Roberto da banda A Vitória!
Basta ver o clip do Tiroteio no bairro e ver o clip matar ou morrer!
A Diferença é que Paulo Ricardo não tem porte, deixou a Rota com cara de meia boca!
A Rota é foda merecia um clip mais masculino, outro artista no lugar dessa bichona da safra de viados dos anos 80.