The Cranberries oferece apenas música. É uma boa notícia

Publicado por Rodrigo Borges em 30 de January de 2010

Dolores O'Riodan – The Cranberries

Cenário simples, nada de pirotecnia, telões ou show de luzes. Um palco que provavelmente custa menos dinheiro que o de uma banda brasileira de porte grande. O que The Cranberries ofereceu ao público de São Paulo, na sexta-feira, foi música.

A banda irlandesa, que em agosto anunciou retorno aos palcos, depois de um hiato de sete anos, desembarcou no Brasil sem um disco novo. E isso, para seus fãs, boa parte deles adolescentes do fim da década de 90, foi uma vantagem. O que se viu (e ouviu) no Credicard Hall durante duas horas de show foi uma sequência de hits, muitos deles conhecidos mesmo para quem não tem a banda na estante ou no iPod.

A charmosa Dolores O’Riordan tem um magnetismo raro, cria uma rápida identidade com a plateia. Aos 38 anos, ela segue sendo a razão da banda, muito à frente dos pouco carismáticos Fergal Lawler (bateria) e dos irmãos Noel (guitarra) e Mike Hogan (baixo). É possível perdoar até o exagero nas conversas com a plateia entre as músicas e a auto-ajuda que prega insistentemente. “Vocês são bonitos do jeito que vocês são” ou “Lutem pelos seus sonhos, acreditem e conseguirão”. #LairRibeiroFeelings

Da abertura com “How”, do primeiro disco, até o encerramento, com o hit “Dreams”, foram 22 músicas, com as obrigatórias “Linger”, “Salvation” e “Zombie”. Houve a óbvia promessa de ter feito aqui o melhor show de todos os tempos da última semana e que voltarão em breve. Para delírio de uma plateia já dominada pelo carisma de Dolores.

A turnê sul-americana do Cranberries, que já passou por Santiago e Rio de Janeiro, segue amanhã para Belo Horizonte e, depois, para Porto Alegre, Buenos Aires, Lima, Quito e Caracas. E deixa, no Brasil, a ótima recordação de que um show vale especialmente pela música e não pelos milhões de dólares gastos na produção.

Foto: Divulgação/MRossi

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9 palhaçadas

  1. Chicao comentou:

    Prefiro shows assim. Música e (quase) nada mais.

    30 de January de 2010
  2. Aline comentou:

    Foi isso mesmo! Apenas música, mas muito boa e que faz sucesso até hoje. Deve ser por isso que esses shows mais “simples” acabem me conquistando mais que os mega espetáculos.
    Eu perdoo até a dancinha bizarra da Dolores :)

    31 de January de 2010
  3. Luis comentou:

    Na contramão, em banda que oferece tudo, menos música. E é aí que a coisa pega.

    31 de January de 2010
  4. eder comentou:

    Esses dias eu tava no metrô e um carinha parado na porta deixou o fone cair do ouvido e deu pra perceber que era Zombie que tava tocando. Ele ficou olhando pra gente que tava perto meio envergonhado pela música.
    Não devia ter ficado. Mas deve ser o “guilty pleasure” dele.

    3 de February de 2010
  5. Marcela comentou:

    Este blog copia textos seus

    http://herdeineverland.blogspot.com/2009/12/raiz.html

    5 de February de 2010
  6. Rodrigo Borges comentou:

    Marcela, obrigado pelo aviso.

    13 de February de 2010
  7. Celina comentou:

    Ro,
    Pena que você não postou nada nos últimos dias…

    19 de February de 2010
  8. Juliana comentou:

    Oi… você não vem mais aqui?

    1 de March de 2010
  9. Erica comentou:

    Atualize o blog, please.

    9 de March de 2010

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